Depois de encerrar com vitória por 1 x 0 sobre o Internacional a série de cinco jogos contra times tradicionais, os jogadores celestes disseram que o Cruzeiro atuou como quem sabe o que quer. O time deixou o Parque do Sabiá na noite desta quarta-feira orgulhoso pela sequência de quatro triunfos e um empate e certo de que está na briga pelo título Brasileiro.
“O objetivo nosso a partir de agora não é só Libertadores, é o título. Conseguimos três vitórias seguidas, que nos embalam no campeonato. Diminuímos bastante a diferença para o Fluminense, que é de apenas sete pontos. Fizemos o nosso dever de casa e jogamos a pressão para cima dos adversários”, resumiu o atacante Thiago Ribeiro.
Já o zagueiro Léo e o volante Everton, que foram titulares graças às ausências de Edcarlos e Fabrício, analisaram que o Cruzeiro teve muita firmeza para superar um time que vinha de quatro vitórias e dois empates nas últimas seis rodadas.
“Sabíamos que seria difícil. Abrimos o placar no primeiro tempo e depois tivemos várias chances, mas não concluímos. Não levamos gol, temos uma das melhores defesas. Agora é continuar com a mesma pegada para alcançarmos o Fluminense e almejarmos o título”, disse Everton.
“O time lutou, guerreou. Jogamos contra uma grande equipe, que estava em ascensão e te muita qualidade. Conseguimos nos postar muito bem em campo, neutralizamos o Inter. Foram dois ou três chutes de fora da área que eles deram. Mantivemos a postura até o final”, observou Léo.
Gol da vitória foi construído no olhar
Mesmo bastante desfalcado, o Cruzeiro mostrou uma grande sintonia para superar o Inter. Everton, que não jogava havia três jogos, e Jonathan não precisaram de muito para construir a bela jogada do gol.
O lateral recebeu a bola na quina da grande área e bastou observar que o colega se deslocava para acertar um passe de “trivela”. “Fui feliz e dei uma assistência boa para o Everton fazer o gol. Vi ele correndo e pedindo a bola, fiz o passe e a gente saiu com o 1 x 0”, contou Jonathan.
Everton, por sua vez, percebeu o que Jonathan faria assim que a bola sobrou na entrada da área, “Quando o Jonathan pegou a bola, eu vi que ele ia mandar por trás, me antecipei ao Nei e graças a Deus fiz o gol”, narrou.
Montillo e Wellington Paulista ficam fora por até dez dias
Antes de a bola rolar no Parque do Sabiá, o médico Sérgio Freire Júnior disse que o meia Montillo e o atacante Wellington Paulista estão com estiramento de grau 1 (em escala que vai até três) e precisarão de sete a dez dias de tratamento.
Cuca ressalta invencibilidade ante “pedreiras”
Depois da vitória por 1 x 0 sobre o Internacional, o técnico Cuca fez questão de lembrar que o resultado da noite desta quarta-feira foi precedido por outros quatro de igual relevância. Em entrevista coletiva no Parque do Sabiá, o treinador disse que o time se impôs nas últimas cinco rodadas do Campeonato Brasileiro, sempre contra adversários tradicionais.
“Os adversários foram Corinthians (1 x 0), Vasco (1 x 1), Flamengo (1 x 0), Palmeiras (3 x 2 ) e Internacional (1 x 0). São quatro vitórias em cima de adversários difíceis e todos bem jogados, diga-se de passagem”, comentou o comandante celeste.
Cuca fez uma análise detalhada do jogo para ilustrar que o Cruzeiro foi superior no primeiro tempo, quando construiu o placar, e no segundo, ao conter a pressão do adversário. O treinador citou com precisão cada chance de gol criada durante os 90 minutos para dizer o quanto o Cruzeiro mereceu vencer o Internacional.
“No primeiro tempo o Cruzeiro fez uma grande partida tática e tecnicamente, dominou o jogo. Teve uma oportunidade com o Everton, que cabeceou na trave, uma outra com o Everton que chutou e o zagueiro tirou em cima da linha e o gol do Everton. E o Inter teve um cruzamento perigoso do lado direito do ataque, a rigor a única oportunidade na primeira etapa”, disse.
“No segundo tempo, o Cruzeiro administrou melhor o resultado, o Inter ofereceu perigo num chute de fora da área que o Fábio pegou e duas cabeçadas que não foram diretas ao gol, enquanto tivemos uma duas ou três ocasiões no contra-ataque, em que podíamos ter finalizado melhor. No meu entender foi justo o placar, pelo que a gente fez”, completou.
O treinador se sentiu especialmente feliz porque o Cruzeiro bateu uma equipe que ostentava invencibilidade de seis partidas mesmo sem contar com atletas importantes. Todos deram sua parcela de contribuição, mesmo que tenham sido substituídos.
“Ressalto que é uma equipe que nem sequer treinou junta. O Gil e o Léo nunca treinaram juntos e fizeram uma grande partida junto com os demais companheiros. Uma equipe madura, que sabia o que queria no campo, marcou bem, se distribuiu bem com a bola e, dentro das dificuldades de última hora com Wellington Paulista e Montillo, jogadores que não vinham sendo utilizados e não tinham condição de 90 minutos, como Farías e Roger, também deram contribuição e nos estamos muito contentes com isso”, observou.
Ao final da entrevista, um parêntese para comentar a grande atuação do volante Everton. Após três rodadas sem entrar em campo, o jogador foi titular e decisivo para a vitória. Resultado do trabalho sério daqueles que esperam pela oportunidade.
“O Everton, na minha opinião, fez o melhor jogo dele, foi o melhor jogador da partida, tática e tecnicamente, além de ter feito o gol. É um jogador que vinha no banco, às vezes fora do banco e esperou seu momento, bem treinado e deu conta do recado. É isso o que a gente espera do grupo, eu não fico chorando que não tenho esse ou aquele jogador”, concluiu.